26 de maio de 2022
Declaração Universal dos Direitos Humanos, uma conquista de todos nós

Declaração Universal dos Direitos Humanos, uma conquista de todos nós

Crédito: Freepik

Nestes dias loucos em que nos consideramos maiores do que Deus, maiores do que tudo, não nos custa lembrar a Declaração Universal dos Direitos Humanos acaba de completar 73 anos.

Foi em dezembro de 1948 que a Organização das Nações Unidas, ONU, definiu e abarcou a ideia maior de valorizar o ser humano como presença natural por tempo indefinido neste mundinho nosso chamado Terra, dos planetas conhecidos, um dos menores. E se a terra como planeta é tão pequena, que tamanho nós temos?

O amigo Carlos Silvio tem certeza plena, embora não seja cientista e nem alguém com informações absolutas, de que o homem, e a mulher são pedaços de poeira perdida no espaço, no tempo, acho eu que o homem, e a mulher não se vêem porque são pequenos demais. Difícil entender isso que estou dizendo?

O documento Declaração Universal dos Direitos Humanos https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2018/10/DUDH.pdf surgiu após o horror cometido por homens poderosos contra homens simples no correr das últimas grandes guerras, principalmente a Segunda (1939-1945) deflagrada pelo genocida Adolfo Hitler e encampada já no primeiro momento pelo fascista Alberto Mussolini, que findou esquartejado. Na ocasião, era o horror contra a paz humana, que deverá sempre reinar.

No dia 13 de dezembro de 1973, no Rio de Janeiro, artistas arregimentados pelo compositor e instrumentista Jards Macalé, cantaram e cantaram por bom tempo a liberdade e o respeito humano. A ideia era chamar a atenção do público para os então 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Do espetáculo participaram Paulinho da Viola, Gonzaguinha, Jhonny Alf, Raul Seixas, entre outros. Agentes da ditadura estiveram infiltrados no show. Cinco anos antes, exatamente no 13 de dezembro de 1968, o Brasil era surpreendido pela decretação do Ato Institucional número 5, o AI-5.

Esse AI-5 pra quem não sabe, levou à prisão, tortura e exílio de muitos brasileiros. Muitos nem voltaram, por isso, é necessário ficarmos atentos aos ditadores de plantão ou candidatos a ditadores.

Nesse ponto, especificamente, não custa lembrar da importância da cultura popular e dos seus artífices que tão bem caminham juntos com a realidade, sonho e povo.

Em 1985 a escola de samba Vila Isabel, a Vila do Noel, desfilou na avenida fazendo o povo cantar a importância histórica da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Escrito por
Assis Angelo