18 de outubro de 2021
Vida cega

Vida cega

Há milhares e milhares de cegos no Brasil e no mundo, milhões. Houve um tempo em que aos cegos era negado tudo. Houve um tempo em que os cegos dependiam completamente da bengala e de pessoas para guiá-los. Eu não sou daquele tempo, daquele tempo antigo. Mas ainda dói ser cego. Conforto-me ouvindo livros e o noticiário pelo rádio. E fazendo poemas e outros textos, como este.


Conforto-me também de saber que a minha volta há pessoas queridíssimas. Amores, como minhas filhas mais nova Clarissa e a mais velha, Ana Maria. Cla e Ana estiveram comigo ontem 16 (foto ao lado). Também estiveram comigo os jornalistas José Antônio Severo e Flávio Tiné. Com eles, Danilo e as manas Célia e Celma. Severo é um poço de conhecimento. Sabe tudo e um pouco mais sobre o Brasil e, particularmente, da sua terra o Rio Grande do Sul. E falamos e falamos e falamos e aprendi. Tiné e Danilo são dois cabras da peste de Caruaru, PE.Foi uma tarde excepcional a de ontem. Pintou até leitura de cordel.

Escrito por
Assis Angelo