18 de outubro de 2021
Tiranos armados

Tiranos armados

Quem controla as milícias? Por que elas representam uma ameaça crescente à democracia no Brasil?

Essas foram as perguntas sínteses que motivaram a entrevista com Bruno Paes Manso no programa de estreia de Conversa na Rede, a nova série do coletivo Jornalistas Online (JOL) de todas as segundas-feiras, às 8 da noite. Jornalista, economista, cientista político, e há 9 anos pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência, da Universidade de São Paulo, nosso entrevistado é, sobretudo, um dos mais qualificados jornalistas investigativos do Brasil. Não acaso, seu livro mais recente, “A República as Milícias – do esquadrão da morte à era Bolsonaro”, é líder de vendas na Amazon, na categoria Crimes reais, Biografias e Memórias.

A conversa de quase uma hora trouxe informações inéditas ou fatos que se perderam no vertiginoso acompanhamento diário da imprensa sobre a violência extrema, quase diária, cometida pelas milícias do Rio de Janeiro.

Entre as informações não relevadas, está a que consta do próprio enunciado do livro, que remete para o relacionamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, com esses grupos armados ilegais. No programa, o entrevistado lista vários nomes de policiais civis e militares que saíram dos porões da ditadura militar.

Outro personagem realçado por Bruno Paes Manso é Fabrício Queiroz, um dos principais acusados do crime da “rachadinha”, diminutivo meigo dos crimes de improbidade administrativa, concussão (utilização de cargo público para benefício pessoal), peculato (desvio de recursos públicos), corrupção e organização criminosa. Ex-miliciano, Fabrício de Queiroz foi o introdutor do então candidato a deputado estadual, Flávio Bolsonaro, em vários territórios dominados por milícias.  Uma vez eleito, Flávio Bolsonaro, hoje senador, distribuiu medalhas de honra e fez inúmeros discursos elogiosos para vários chefes de milícias.

Os entrevistadores do JOL procuraram mostrar porque as milícias são uma real ameaça ao futuro da democracia no Brasil. Chamados por Bruno Paes Manso de “tiranos armados”, os chefes das milícias – quase todos vindos a Polícia Militar – não têm quem os controle.

Assista, na íntegra.

https://www.youtube.com/watch?v=IRicrcMefr4&t=1378s

Escrito por
Alceu Nader