18 de outubro de 2021
O Brasil faz bonito no Japão

O Brasil faz bonito no Japão

Os jogos Olímpicos sempre encantaram o mundo, desde tempos anteriores a Cristo. Os tempos de hoje são enriquecidos ainda por esses jogos, pelas apresentações dos atletas concorrentes. Isso tudo é muito bonito, visualmente. A nossa sociedade, a sociedade mundial, é rigorosamente visual e preconceituosa. 

Sofro com isso. Eu e milhões de cegos espalhados por aí afora. Os apresentadores de TV não narram para cegos, narram para eles próprios: os visuais. Os jogos, esses jogos, continuam encantadores. Orgulho-me ao saber da vitória dos nossos irmãos brasileiros. Emocionei-me ao “acompanhar” os movimentos de Ítalo Ferreira (Ouro); Rebecca Andrade, Raissa Leal, Kelvin Hoefler (Prata); Fernando Scheffer, Mayra Aguiar, Daniel Cargnin (Bronze). 

Pra chegar ao podium, não é fácil. Principalmente quando se trata de atleta brasileiro, que não costumam receber apoio oficial. Ao contrário da China, Japão e EUA, cujos governos tratam os esportes e esportistas com todo carinho possível. No Brasil, a luta de todos é hercúlea. Até agora, dentre os sete medalhistas, há duas meninas e dois meninos de origem negra, e pobres. Quer dizer, a história se repete. 

É preciso muito esforço e esperança pra que se concretize destaques entre os mais de cinco mil atletas que participam dos jogos em Tóquio. E o cartunista Fausto, hein? Será que o Fausto está disputando ouro no Japão? Esse Fausto é de ouro.

Escrito por
Assis Angelo