22 de outubro de 2021
Lírio Ferreira – melhores momentos

Lírio Ferreira – melhores momentos

O que fazer se seu trabalho fosse atropelado pela coronavid-19? Como driblar a impossibilidade de reunir pessoas, se o público é essencial para a divulgação desse trabalho? Como escapar da inadimplência?

Em uma hora de entrevista, o cineasta pernambucano Lírio Ferreira, diretor de “Baile Perfumado”, “Árido Movie”, “O homem que engarrafava nuvens” e “Cartola -música para os olhos”, entre outros, falou sobre esses e outros temas com os jornalistas Alceu Nader e Ney Flávio Meirelles.

Lírio Ferreira foi o convidado do programa “Conversa na rede”, de 05/07/2021, do coletivo Jornalistas Online. Veja a seguir os melhores momentos do programa.


O homem das cavernas

Lírio Ferreira diz que está cumprindo isolamento em sua “caverna” no Recife e resume a experiência de ver o lançamento de seu filme mais recente, “Acqua movie”, ser atropelado pela propagação planetária da Covid-19.
Além da desordem que o vírus, sem exceção, provocou em toda a humanidade “nem o roteirista mais criativo imaginaria”, aponta Lírio -, ele também fala de desgoverno, de necropolítica e de resistência.

“É uma coisa muito doida (…) Estamos vivos, apesar do que estão fazendo com a gente (…), e a gente está resistindo (…) Lançar um filme neste momento, que não é o momento ideal, também é um ato de resistência”.

Júlio Bressane enfia o charuto na câmera

Lírio, “ainda muito novo”, sai da faculdade com diploma de jornalista e vai trabalhar em uma emissora de tevê no Recife – e encara a missão de
entrevistar Júlio Bressane, uma das estrelas do “cinema marginal brasileiro”.

“Eu já era fã do Bressane”, lembra, antes de descrever a resposta de Bressane a uma pergunta sobre o futuro do cinema. “Ele enfiou o charuto na câmera” (…)

O escurinho do cinema

Ter o cinema nas veias pode dar origem a hábitos estranhos para quem não tem. Ser dependente de salas de cinema, como é o caso de Lírio:

“Eu tenho necessidade de uma sala de cinema, é quase como uma droga”. “Cinema é como o samba, tem de ter ambiente”.

Acqua Movie é uma continuação de Árido Movie?

Lírio responde e frisa: o espírito e a alma dos personagens estão ali (…) e a água vira quase um personagem. (…) Ele não é, mas é uma sequência do “Árido Movie”. (…) O sertão é o cenário mais profundo do cinema brasileiro (…) e eu sou um apaixonado pelo gênero road movie.


O novo cinema pernambucano tem lastro

A importância de Recife na história do cinema brasileiro. Cinemas de até 1.200 lugares. A primeira grande metrópole abaixo do Equador foi beneficiada por se estratégica.


Revolução: o moderno conversa com o arcaico

Vocês têm noção de que essa geração de cineastas de Pernambuco está
fazendo uma revolução no cinema?

“Baile perfumado” foi um filme coletivo. (…) Essa conversa do moderno com o arcaico possibilita o diálogo que o cinema pernambucano tem com o público.
Escrito por
Alceu Nader