18 de outubro de 2021
A chapa está esquentando

A chapa está esquentando

A CPI do Senado que investiga as responsabilidades do governo na gestão da grave crise sanitária que estamos atravessando tem um escopo bem claro: trazer à cena pública as “ações e omissões” no combate à pandemia do Coronavírus.

Fabio Wajngarten em seu depoimento perante os senadores na CPI da Pandemia de Covid - Foto Orlando Brito
Fabio Wajngarten em seu depoimento perante os senadores na CPI da Pandemia de Covid – Foto Orlando Brito

Para os observadores do cotidiano político, pode parecer redundância investigar o que é de conhecimento público, mas tal erro é justamente o que poderia produzir um resultado pífio da CPI.

Esse cuidado explica os momentos em que os integrantes da comissão parecem muito brandos no questionamento das testemunhas. Mas é assim que funciona: a CPI não pode produzir um relatório com base no que já se conhece, ou de uma notícia-crime. Ela precisa ter os fatos registrados oficialmente, e pode requerer documentos complementares.

Para quem ainda acha que vai ‘acabar em pizza’, basta observar as reações da ‘tropa de choque’ bolsonarista: a invasão da sala no Senado pela deputada Carla Zambelli e a ofensa do senador Flávio Bolsonaro ao relator, Renan Calheiros, devem abrir processos paralelos por quebra de decoro. Mas são, principalmente, manifestações de destempero de quem vê o barco fazer água.

O ex-ministro Fábio Weingarten só não recebeu voz de prisão do presidente da CPI, Omar Aziz, provavelmente porque não faz parte da estratégia espantar o freguês.

O clima vem se aquecendo desde o quase amigável depoimento do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta.

A chapa vai ficar rubra dia 18/5, quando estará sob os holofotes o ex-chanceler Ernesto Araújo.

Escrito por
Luciano Martins Costa